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14 de set. de 2011

Trinta anos...



Trinta anos

Agradável e dourada fase da vida
Na profissão, mulher estabelecida.

Pouco se afeta com comparação,
No seu trabalho, sublima a pressão.

No amor, ela sabe o que quer.
Já se conhece bem como mulher...

Conviveu e superou difíceis tempos,
Deixando-os conduzidos pelo vento.

Administra sua vida de forma serena
Torna-se suave, compreensiva, amena.

Com seus próprios passos, sabe seu norte,
Já governa os “passos fracos” do sexo forte...

Aos poucos seu pisar fica mais consciente
Filosofias, vontades ajustam-se latentes...

Um privilégio esses trinta anos de agora,
Examina o passado e o futuro  namora!

Com os tagarelas já aprendeu o silencio!
Com os maldosos já aprendeu a bondade!

Com sua mente mais calma,
Aprende a preservar a alma.

A chama viva do seu jovem olhar,
Transforma-se em luz forte a cintilar.

O que durante tanto tempo aprendeu
Agora viu, percebeu, compreendeu.

Hoje ela sabe o que quer, sem engano.
Não tem só idade, tem vida, tem trinta anos!

Horizonte


Nosso céu, mar, terra são iguais.
O porvir e o horizonte jamais!
Além do horizonte, quero mais...

Na linha distante, vejo esperança.
Amores e vitórias que se alcança.
Plano, onde nada parece existir!
Na distância indecisa, imprecisa,
Principio a imaginação que avisa:
Sonhos, buscas, intenção, ação...

De repente, o distante se aproxima.
Mais perto, uma realidade determina:
Emoções, decepções, amores, dores,
Medos, alegrias e uma vida de cores...

O horizonte vivo, latente,
Pede novos rumos...
Que a saudade alimente!
Caminhos assumo...

Longe, distante, observo a saudade.
Próximo,  esperança em intensidade...
Equilíbrio estável se instala na verdade.
Da terra a razão,
Do céu a emoção
Vida em profusão!
Do amor, ficou a saudade doente...
No amor, vejo esperança latente!